Quem deixa de sopetão uma casa completamente desarrumada e de portas abertas à «boa-vai-ela», obrigando inclusive que «bem intencionadas» promessas eleitorais se transformem num ápice numa descarada inversão, merece sem dúvida um muito agradecido e aconchegado abraço.
De resto, Jerónimo de Sousa, perante a evidência dos factos, sem papas-na-língua, não hesitou designar o primeiro-ministro de «mentiroso». Desde aí e nos mais diversos locais do país, o povo, entre os oportunistas palmeadores de serviço, tem sistematicamente vaiado a governação de José Sócrates e os cartazes com o elucidativo cognome já por aí abundam em tácito acordo.
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